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Primeiras impressões na Europa - Voo para Genébra

postado em , por midejesus

Oi oi! 
Tô aqui toda animada pra contar como foram meus primeiros dias aqui em St Genis/Genebra. São muitas coisas novas! Vou começar contando como o voo pra cá.
Eu antes de ir pro aeroporto, dando tchau pro apê 204. 
Lá no aeroporto do Rio, fui acompanhada de pessoas muito queridas: 
No avião, os atendentes da Air France foram todos muito simpáticos, consegui me comunicar com eles em Francês sem problemas (mas me senti uma analfabeta em Francês). Eu escolhi sentar na janela, e era um Boeing 777, daquele grandão com 3 filas de assentos.

 Minha ideia de sentar na janela era poder observar bem as coisas lá fora, mas em alguns momentos isso foi desconfortável porque eu fiquei bem enjoada durante o voo e esse não era um local que desse pra sair com facilidade. Do meu lado vieram 2 franceses bem caladões. O primeiro voo até Paris foi de 10h e pouco, eu contei cada minuto da viagem, porque estava com um medão de passar mal no avião. Consegui dormir um pouco, e vi umas partes de uns filminhos conhecidos: Moana e Avatar, claro. Chorei vendo Moana? Claro.
A comida do avião era boa, parecia. Mas não consegui aproveitar quase nada do jantar, por causa do enjoo. Me lembrei da minha tia Beth que não podia sentir cheiros fortes na gravidez, deve ser a mesma sensação que tive no voo. Apesar disso, no café da manhã eu já estava mais fortinha e consegui aproveitar melhor. Comi a melancia mais docinha da vida, me deixou muito feliz. Também tinha um iogurte suíço, do jeitinho que a Gabi falou: sem doce nenhum. Joguei meu pacotinho de açúcar nele e problema resolvido. 
Amanhecendo na Europa, hm, chique. 
Chegando em Paris, eu tive as instruções de não parar pra olhar lojas e achar logo o meu terminal porque o aeroporto era muito grande e eu poderia me atrasar e perder o meu voo. Segui as instruções e logo achei o meu portão de embarque. O aeroporto é de fato, gigantão. Não perde pro Galeão que me fez andar 30 min pra chegar no portão de embarque lá no Brasil. Tive que passar pela segurança novamente (segurança mais reforçada que no Brasil sim, daquela que tem que tirar o sapato e cada anelzinho...) e pela checagem de passaporte, que foi super tranquila. Só conferiram o meu visto, carimbaram e ok, segui em frente. Achei meu portão de embarque e daí aconteceram 2 coisas simultâneas: calor demais e muito sono. Tirei os casacos que estava usando e fiquei aguardando o voo pra Genébra. Esse segundo voo foi legalzinho, porque não senti praticamente. Dormi o voo todo, só acordei na hora do lanchinho e conheci esse bolinho delicioso que chama Madeleine que já amo 💓
Madeleine, o docinho estufadinho que você respeita.
Cheguei na Suíça e fui seguindo as placas pra achar as esteiras de mala. Achei, aguardei, e peguei minhas malas. Pra pegar o carrinho, tem que colocar uma moedinha de 2chf, ou 2eu pra liberar o carrinho. O legal é que dá pra recuperar a moedinha quando devolve o carrinho :) Eu ainda não tinha moedas, então fui lá perguntar no Free Shop e o moço me falou que tinha uma máquina trocadora de dinheiro lá perto dos carrinhos, daí fui lá e consegui moedas. Peguei minhas malas, e foi bom ter colocado o plástico filme nelas (Fiz em casa mesmo, diy). Antes de sair do desembarque, também peguei meu ticket de vale transporte e fui encontrar as pessoas. 
Carol estava lá me esperando, e ela demorou a me reconhecer, hehe. Depois conheci o Bruno e o Leandro, que só conhecia por emails. Almoçamos no McDonalds do aeroporto mesmo e também já descobri outras coisas: 
- dá pra pagar com euros na Suíça, mas a conversão do valor não é nada vantajosa;
- o pedido no Mc lá era feito diretamente numas telas touch e a gente vai no balcão só pegar o pedido e pegar se for no dinheiro, ainda não vi isso no Brasil.
- Fanta tem gosto diferente, tem gosto de suco de laranja com gás (sabe um suco de laranja concentrado daqueles de caixa?), mas não o gosto de Fanta do Brasil. 
Outra coisa que observei na viagem: a Europa tem mais áreas verdes do que eu imaginava. 
Depois continuo contando como foi minha chegada no CERN. Beijos! 

A notícia mais legal: Michelly no intercâmbio sim!

postado em , por midejesus

Olá amigas e amigos,

essa é uma notícia que esperei um tempão pra poder falar aqui no blog e agora chegou a hora de contar!! (Na verdade comecei a escrever esse texto mês passado, mas não tive tempo de finalizar).

Dito isso, vamos aos detalhes da notícia propriamente: aquele sonho tão antigo do intercâmbio na minha vida está se concretizando mais uma vez - estou indo para a França/Suíça ficar um tempão! Essa foi uma conquista muito importante na minha vida até agora, e estou muito feliz e esperançosa pelas coisas que viverei. Na verdade, já estou muito feliz e grata pelo modo como tudo tem colaborado para que esse sonho se concretize. Eu sou muito abençoada :)

Esse não será meu primeiro intercâmbio: já tive a felicidade de passar 3 semanas nos Estados Unidos pelo programa Jovens Embaixadores,  uma experiência muito boa que deixou o gostinho de quero mais. Dessa vez terei mais tempo - a expectativa inicial é de que eu fique 1 ano no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, também conhecido como CERN, ou como o lugar onde surgiu a internet, ou como o lugar onde fica o maior acelerador de partículas do mundo, ou ainda como o lugar onde descobriram o Bóson de Higgs, entre tantos outros títulos nerds e legais. 
A agenda que minha mãe comprou pra incentivar meu sonho 😍
Houve um momento da vida em que eu dei risadas de angustia só de pensar que esse meu sonho do intercâmbio estava quase perdido. Quando vim para a UFRJ, eu tive que assinar um termo de desistência do programa Ciência sem Fronteiras - CsF pros amigos - no qual eu já havia sido aprovada e estava na fase de seleção da universidade. Assinei o termo tranquilamente, acreditando que poderia repetir o processo na UFRJ, que também participava do programa. A Dilma tinha prometido renovar o programa, então tudo ok, só que não. Não sabia que a UFRJ tinha suas próprias regras de seleção super rígidas que só permitiam alunos viajarem após o ciclo básico, isto é, aqueles 2 primeiros anos da faculdade de engenharia. Também não imaginava que o governo passaria por todas essas crises, Dilma seria tirada do poder e bye bye CsF. Porém, me sobrou a esperançazinha de que a UFRJ sempre teve programas de parceria com institutos da Europa. Num ato de fé comecei a estudar francês lá no curso da faculdade. Persisti no sonho e encontrei essa oportunidade maravilhosa da parceria do CERN com a UFRJ e agora estou aqui :)

A preparação para a viagem envolveu muita documentação; tive que tirar outro passaporte, vocês sabiam? o que anterior só valia 5 anos, agora vale 10. Dos documentos, igual aconteceu com o americano, não precisei pagar o visto também, porque o CERN tem um acordo que isenta a gente desse pagamento. Pedi o visto francês, porque pretendo morar na França. Quem vem pro CERN tem essa opção de escolher morar na Suíça ou na França, porque ele fica na fronteira entre os países. Também tive que selecionar bem as coisas para trazer, e comprar algumas coisas (malas de viagem, produtinhos pra cabelos cacheados made in Brasil, etc). Felizmente ganhei várias roupinhas legais das irmãs da igreja, e também tive a ajuda dos irmãos da igreja em várias outras áreas 💓. Antes de vir também fiz um check-up médico, fiz vários exames e consultas. Aproveitei e pedi várias receitas de medicamentos para trazer de reserva. Também tive que fazer minha mudança do apê no Rio, guardar tudo o que eu ia deixar e levar pra casa da minha tia / igreja, aproveitei para doar várias coisas também. 

Coisas que quero fazer

Ainda não listei os lugares que quero ir, mas com certeza espero viajar bastante :D 
Sei que quero me envolver com atividades locais também, pra conhecer a cultura e aprender o Francês. Me recomendem lugares pra ir, e sigam o meu instagram (@midejesus), porque vai rolar muitas fotos da viagem, sem dúvidas ;)

Em breve vou escrever outro post sobre as minhas primeira impressões aqui na França/Suíça. Bjs!

Escolhendo a Engenharia como Graduação

postado em , por midejesus

Estamos em época de SISU e me parece um bom momento para comentar melhor sobre a minha escolha para a graduação e, quem sabe, inspirar alguém ou espantá-lo de vez da área 😆, rs. Para quem não sabe, sou estudante de Engenharia de Controle e automação, atualmente na Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, mas antes disso já estudei 2 períodos desse mesmo curso no Instituto Federal de Mato Grosso.

Minha motivação para a área de exatas, na verdade posso dizer que minha motivação diretamente para a engenharia, já veio bem forte do ensino médio, no qual cursei em paralelo o técnico em eletrônica, pelo IFMT. Lá tive a oportunidade de conviver com vários professores engenheiros e essa inspiração não veio de considerá-los as pessoas mais legais do mundo ( na verdade, era mais o oposto: alguns professores tinham sérios problemas em lidar com pessoas), mas porque achei muito interessante ver as várias áreas em que eles poderiam atuar e entender melhor a influência da engenharia no nosso cotidiano.
De verdade, reflita um pouquinho: o que seria de nossa sociedade sem as engenheiras e engenheiros??? É claro que você pode parafrasear essa pergunta com professores, médicos e outras tantas profissões, mas eu consigo ver o peso da resposta para o caso da engenharia, e isso muito me agrada, porque significa que posso causar um impacto interessante na sociedade através da minha profissão.

Um curso desafiador

Sempre ouvi dizerem que engenharia é um curso bem difícil: tanto para conseguir uma vaga na faculdade quanto para concluir o curso. Hoje, com meus 3 anos de curso, posso afirmar que isso é verdade sim. Tem que gostar de matemática? Sim, isso ajuda muito, mas talvez nem precise gostar tanto, desde que você não tenha medo dela. As principais ferramentas de trabalho dos engenheiros envolvem algum nível de análise matemática, cálculos,e modelagem que não necessariamente  utilizam todas as integrais que aprendemos ao longo das várias disciplinas de cálculos, mas alguns dos conceitos com certeza estarão presentes.
Outro ponto importante de se comentar é sobre esse peso dos cálculos e físicas no currículo das engenharias no Brasil. No nosso sistema, normalmente estudamos 4 cálculos e 4 físicas no que chamamos de ciclo básico aqui na UFRJ. É uma abordagem bastante teórica, foca em muitos detalhes e é maçante para a maioria dos alunos - reprovações são bastante comuns nessas disciplinas, principalmente no início do curso, quando os alunos ainda estão se adaptando ao ritmo da faculdade.
Engenharia é um curso que vai te desafiar tanto no desempenho acadêmico quanto no emocional: é importante que você saiba lidar com os desapontamentos ao longo do caminho. De certa forma, faz todo o sentido: a(o) engenheira(o) é aquela(e) que está disposta(o) a resolver desafios e encontrar novas soluções e o estágio já começa bem cedo.

Por que a UFRJ?

No primeiro SISU, eu escolhi o IFMT como faculdade e era a minha única opção de fato na época.
Mas voltando à questão do ritmo da faculdade, bem, isso já é um bom argumento para justificar minha escolha. A Escola Politécnica da UFRJ é uma faculdade que exige muito de seus alunos e também oferece bastante oportunidades de atividades extracurriculares e de pesquisa. Nesse sentido, é natural que seus alunos saiam bem preparados e sejam bem aceitos no mercado de trabalho. Além disso, a história da Escola de Engenharia da UFRJ tem seu início no período em que o Brasil ainda era colônia de Portugal, ou seja, é uma faculdade de tradição. A UFRJ é a melhor faculdade de engenharia? Não, não é isso que estou tentando dizer, e na verdade eu poderia fazer várias críticas a seu sistema (o que é tema para outra hora). O que estou tentando dizer é que aqui sei que vou me formar me sentindo preparada para exercer a profissão, o que é algo que eu não poderia afirmar na outra faculdade, devido a várias questões estruturais do curso.

Por que Controle e Automação?

Isso veio do curso de eletrônica. Com o curso vi várias aplicações e gostei muito da parte de microcontroladores, automação residencial, e robôs de competição. Vi que a eletrônica sozinha não era o meu forte, mas essas aplicações me interessavam, e o curso de Controle e Automação é o que mais se aproxima dessas aplicações, dá uma olhada nesse diagrama da Wikipédia:
Concordo que é bem complicado escolher a sua especialização assim de início, porque é muito provável que você ainda não tenha a mínima ideia de que vai gostar do curso. Na UFRJ existe uma opção de entrar na Engenharia Ciclo Básico, de modo que você escolhe sua especialização depois de 2 anos de curso, mas isso nem sempre ajuda. Aqui temos 14 opções de curso da Poli, além dos cursos da Escola de Química.
Em alguns momentos eu já pensei bastante em mudar pra outros cursos: Engenharia Mecânica, que é super interessante!!! e Engenharia da Computação e Informação, que também é uma área que eu tenho bastante interesse e que parece mais confortável que Controle, mas acho que vou ficar no meu curso mesmo, porque também gosto bastante dele e dá pra ver um pouquinho da mecânica e computação em algumas disciplinas.

Como é a minha vida de universitária? 

Para estar perto da faculdade, eu moro em república, e morar assim é uma oportunidade legal pra aprender a fazer várias coisas sozinha, além aprender a conviver com outras pessoas e fazer amizades também. 
A maior parte do meu tempo durante a semana eu passo na faculdade mesmo, as aulas tem horários misturados entre os períodos da manhã e da tarde e, nos horários vagos sempre tem alguma atividade extra: já participei da Empresa Júnior de Engenharia - Fluxo Consultoria, que foi muito legal, também já fiz curso de inglês e de francês, e atualmente participo de projeto de pesquisa. 
Normalmente à noite a gente ainda tem que estudar mais um pouco e fazer os trabalhos. 
Finais de semana é uma coisa que você tem que administrar: dá pra passear, dormir, trabalhar, etc (desde que não seja em véspera de semana de provas, senão você só vai estudar mesmo). 

É isso que eu tinha pra dizer, e se alguém tiver alguma dúvida, pode deixar nos comentários ;) 

Abraços, e boa sorte com o SISU!

Andando de Uber pelo RJ

postado em , por midejesus

Não sou a usuária mais frequente do Uber, mas achei uma boa ideia escrever um pouquinho sobre ele aqui no blog. Como sou universitária e não tenho carro, esse serviço tem sido bastante útil para mim nesses últimos meses.


Você provavelmente já ouviu falar dele, mas se não ouviu, o Uber é uma empresa de transporte que faz a comunicação entre os motoristas e passageiros por meio de um aplicativo (genial, né?). Funciona de forma parecida com um táxi, mas que você chama pelo aplicativo.
Como consumidora, só tenho elogios e deixo aqui alguns comentários dos fatores que mais me agradam:

⌚🍬 Praticidade e Conforto 

Já passei por uma situação em que tinha um compromisso com horário marcado e o ônibus não vinha nunca. Para evitar o atraso, só indo de carro mesmo, fui de Uber e cheguei adiantada.
Também acho muito útil na hora de ir ou voltar de algum compromisso/evento/festa porque você pode ir e voltar no horário que achar melhor, e não precisa ficar preocupado com o horário do ônibus. Também é legal  para os dias em que está chovendo muito e pegar ônibus vai ser catastrófico.☔
Esses são alguns exemplos de praticidade e conforto que me chamaram a atenção, mas fora isso também tem a facilidade de uso do aplicativo, que é bastante intuitivo (mas que às vezes dá um medo de mexer porque parece que a cada clique você já pediu um carro, hehehe) e o atendimento é bom.

💲💳 Preço justo

Já peguei Uber para passear nas proximidades de onde moro e a tarifa na maioria das vezes sai R$ 7,00. Pra ir até o aeroporto, fica em torno de R$ 15,00. Uma vez cheguei a ir até a barra, achei que custaria um rim, mas custou 53 - achei bom. Agora fica aqui um comparativo que me traumatizou pra nunca mais pegar táxi no Rio de Janeiro: do aeroporto pra casa já fui cobrada R$ 40,00. É, isso mesmo, me lembro que fiquei muito indignada com o preço e nunca mais quis pegar táxi novamente. Sei que há taxistas honestos, e não quero desmerecer a profissão, mas isso não foi legal e sei que isso acontece muito por aqui: preços abusivos por ser uma cidade turística e etc.😫

📢🔐 Segurança 

Esse tópico com certeza é bem discutível, mas me dá a sensação de segurança saber quem será o motorista, e poder enviar essa informação pra minha família e meus colegas (pra eles saberem onde estou e com quem estou), além de poder simular o preço antes, ter noção do preço que me será cobrado e saber que não vou levar 'sustos' no final da viagem. Também é possível ter uma ideia do trajeto que será feito e do tempo de espera para que o carro chegue até você.

Esses são basicamente os itens que eu tinha pra comentar. Pelo o que soube, em breve o Uber chegará também a Cuiabá e acho que vai ser um up pra galera que mora lá e pra minhas férias. Passear à noite em Cuiabá dependendo de ônibus é um perigo e acho que com o Uber isso vai ficar mais acessível.

Não ganhei nada escrevendo esse post, só escrevi porque gosto mesmo, mas se você ainda não tiver cadastro no Uber, clica aqui nesse link pra se cadastrar, e aí você ganha uns descontos e eu também.
Se preferir, usa o código promocional: 594w6972ue

Um abraço e boas viagens! 😊