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Jogo de Basquete e Passeio no Boulevard Olímpico

postado em , por midejesus

Dia 11 foi outro dia de folga que tive na minha escala, em que aproveitei para conhecer o parque olímpico de Deodoro com os amigos. Fomos assistir um jogo de basquete para o qual já tínhamos comprado o ingresso meses atrás sem saber quais times jogariam nessa data - a ideia era garantir nossa presença nos jogos 😄. Por fim, os times escalados para a sessão que compramos foram Belarus (Bielo-russia) e Turquia. Apesar de serem países que conhecemos pouquíssimo (tive que pesquisar Belarus no Google), o jogo foi muito legal e acirrado minuto a minuto.

Sentamos num setor que dava uma visão bem central da quadra e junto de nós havia família de pessoas de Belarus que distribuiu bandeirinhas para todo mundo do setor - assim nasceu a torcida Belarus / Papova, comprados pelas bandeirinhas... hehehe 😆🎌

Eu, apesar de ter pego a bandeirinha, fiquei torcendo pra Turquia porque achei elas mais dedicadas e organizadas. Elas venceram o jogo \o/ - não entendo muito do basquete pra emitir opiniões sobre a qualidade dos times, mas posso dizer que cada cesta era uma emoção, toda a galera (brasileiros, na maioria) comemorava e sofria junto.

Nos intervalos entre os tempos houveram apresentações da escola de samba Portela e dos dançarinos contratados para os jogos. Ambos arrasaram nas apresentações - a Portela animou muitos a galera, e os dançarinos dançavam muito bem.

O parque olímpico de Deodoro estava muito bonito, com uma boa estrutura, com vários pontos para tirar fotos e com um time de voluntários bem organizado. Olha só as fotos que tiramos por lá:
Depois do nosso jogo, lanchamos por lá e assistimos um pouco do jogo de basquete do Brasil que era logo em seguida até que decidimos ir para o centro da cidade, no Boulevard Porto Maravilha tirar foto com a pira olímpica porque não poderíamos deixar passar essa oportunidade, não é mesmo?! A primeira impressão sobre o Boulevard foi de que tinha muita gente ali naquele lugar. A segunda foi de que o local é gigante - vai desde a praça Mauá até a altura da carioca. Lá tem muitos stands das marcas patrocinadoras das olimpíadas promovendo atividades diferentes pra interagir com o público. Os mais radicais são os stands da Skol, que tem um balão em que as pessoas podem subir até uma certa altura, e o da Nissan, que tinham um guindastes que levava as pessoas pra saltarem de bangjump, que por sinal tinha uma fila enorme, mas que eu não iria nem se me pagassem, hehehe. Além dos stands tem também alguns palcos com apresentações, muitos telões transmitindo os jogos e várias barracas de comida e foodtrucks.


Saímos do Boulevard pro Burger King e depois acabou o passeio e cada um voltou pro seu canto.
amigas de BRT

*Uma observação fora de ordem: na ida para Deodoro, encontrei uma voluntária chinesa no BRT do fundão que estava perdida, querendo ir pro RioCentro. Ajudei ela a achar o caminho, ficamos amigas e tiramos uma selfie kkk. Não consegui aprender a falar o nome dela, e ela disse que o nome brasileiro dela é Maria. A função dela nos jogos era fazer tradução para os atletas chineses. Ela fala russo! Ela contou que veio com um grupo de 200 chineses que vieram pra serem voluntários - que amor, né?!?
Foi um dia muito bom :)


Voluntária nas Olimpíadas - Dias 5 e 6

postado em , por midejesus

Olá galera,
hoje foi o meu último dia de voluntária nas olimpíadas e posso dizer que já estou com uma saudadezinha 😌. Esses últimos dias foram ótimos e sei que como Rio 2016 não haverá igual, por isso preciso registrar os detalhes para a posteridade.

Ontem, sexta-feira, começaram os jogos das oitavas de final, de forma que a arena passou 8 jogos por dia (antes eram 9/dia). Meu horário era para as 7h30, mas tive a triste ideia de pegar o BRT até Vicente de Carvalho e de lá pegar o metrô para a Cardeal Arcoverde. Descobri que pegar metrô às 7h da manhã é péssimo - chega a ser pior que ônibus lotado. Acho que nunca me senti tão sardinha. Enfim, só cheguei lá às 8h acompanhada de chuva. Choveu até as 10h, e dessa vez foi bem forte.

Fiquei no time do Chile, o que significa que minha tarefa do dia foi recepcionar pessoas e verificar credenciais de acesso. Foi tranquilo, não fiquei muito perto dos jogos, mas vi os atletas saindo da área de treino pra arena, bem de pertinho. Tirei até foto com a dupla chinesa, o que foi o ponto mais legal do dia. Elas foram super simpáticas! Uma pena que fechei o olho na foto.

Yue Yuan, eu e Wang Fan

Hoje consegui chegar no horário certinho, e como os portões só abririam às 9h, deu pra passar bastante tempo com a galera de EVS e aproveitei pra conversar bastante com a galera e descontrair um pouco. Como tem gente animada nesse grupo! 🤗 Ah, conheci uma chinesa que fala português super bem, e me contou que faz letras/português em Xangai, e ficou babando na minha foto com as chinesas, hehehe.

Meu posto do dia foi lá dentro da arena, recebendo o público e direcionando assentos. Deu pra ver um pouco dos jogos do Brasil, mas na maior parte dos jogos eu fiquei ocupada. Tiveram várias situações de gente não querendo sentar no local certo, querendo dar um jeitinho. Além disso, veio um cara dar uma carteirada pra sentar num local de assento comprado só porque tinha uma credencial - esse me deixou indignada. Também pude observar várias crianças que passaram o jogo inteiro no celular ao invés de ver  o jogo de fato - frustrante. No final das sessões, também teve uma galera que ficou fazendo manha pra deixar a arena, e alguns foram até engraçados, outros já tinham bebido além da conta.
Meninas EVS
Jogo do Brasil contra a Espanha

Vista panorâmica da arena
Passei o dia procurando voluntários operacionais (da camiseta amarelinha) pra trocar camiseta (cada voluntário ganha 3 camisetas da sua área, eu recebi 3 verdes), e conheci uma canadense bem simpática que queria trocar, mas no final desencontramos. Ela almoçou comigo e com a Flávia e contou várias coisas sobre o Canadá, foi legal. Só sei que no final do meu turno, eu saí perguntando pra todo amarelinho que via se eles queriam trocar camiseta comigo. Passei na tenda do check-in pra pegar meu certificado, ganhei mais um pin de agradecimento, e quando estava saindo com as meninas pro metrô, achei mais uns voluntários amarelinhos que estavam trabalhando e comentei que eu queria uma camiseta amarela - eu sabia que eles não podiam trocar porque ainda estavam trabalhando, mas comentei mesmo assim. Aí que veio o momento surpresa, lindo radiante do dia, em que uma senhora super simpática que parecia inglesa, disse que trocaria comigo, e eu fiquei tipo, "Ok, mas agora, aqui no calçadão?" e ela "yeah, yeah, sure" e tirou a camiseta dela ali mesmo e me deu e eu dei a minha verde pra ela. Daí ela colocou o casaco por cima, pra não ter problema dela trabalhar de verde. Quanta simpatia e boa vontade! Me fez acreditar na humanidade novamente, sério. 💛
Depois disso, também ganhei um pin da Carol, de SP. Quanta gente linda! Enfim, voltei pra casa satisfeita com meu trabalho e com as coisas que aprendi 😌

Depois pretendo escrever um post mais detalhado das lições que aprendi, mas por hoje é isso.
Até mais!

Voluntária nas Olimpíadas - Dias 3 e 4

postado em , por midejesus

Até agora trabalhei sábado e domingo, terça e quarta. Na segunda foi necessário pedir uma folga pra me recuperar. Não sou uma pessoa muito sedentária, mas passar o dia todo em pé não está no meu costume, hehe 😅. Vou contar nesse post o que teve de especial na terça e na quarta-feira.

Nesses dois últimos dias gastei um tempo maior com o deslocamento, porque são dias de trabalho no RJ, e muita gente vai pra 'cidade' nesse horário. Saindo de casa 5h40, cheguei lá em Copacabana 7h30. Peguei ônibus + metrô na ida e na volta, e também cheguei em casa mais tarde.
*Aqui no Rio, quando alguém diz que vai pra cidade, quer dizer que está indo pro centro da cidade. Acho que isso é um costume antigo, porque antes a cidade era só lá mesmo.

Terça-feira foi um dia tranquilo, fiquei na frente da arena dando informações, não passei o dia todo no sol, e só foi uma pena que não consegui ver nenhum jogo. A situação mais engraçada do dia foi conversar com uma senhora australiana e o filho dela, porque foi um tantinho complicado entender o sotaque deles e eles tentaram se explicar de várias formas. Eles eram bem animados e simpáticos e estavam tentando que eu ainda os veria várias vezes pela arena, porque a Austrália ia chegar até a final e ganhar o ouro... ok, né? hehe.

Como estava menos cansada nesse dia, depois do meu turno, resolvi caminhar até a MegaStore Rio2016 pra conhecer. No caminho, passei em frente à Casa do Vôlei e tirei umas fotinhas. Minha intenção era comprar os ursinhos dos mascotes ou alguma outra lembrança pra levar pros meus primos, mas aí descobri que o Vinícius (o mascote amarelo) menor que tinha custa R$ 115,00 e aí não deu não. rs. Foi só uma visita mesmo, não comprei nada.

MegaStore Rio2016
Casa do Vôlei
Esculturas na areia

Ontem foi complicadinho porque choveu. Não foi uma chuva torrencial, mas incomodou bastante quem estava assistido aos jogos, já que a arena é toda aberta. A entrada de guarda-chuvas de tamanho pequeno era permitida pelo regulamento, mas parece que muita gente não se preparou para isso. Na loja Rio 2016 não tinha capas de chuva pra vender, mas lá fora os vendedores ambulantes aproveitaram estavam vendendo. Nós, voluntários, ganhamos capas de chuva junto com o uniforme, então não tivemos problema com isso.
Tempo fechado em Copacabana

Na parte da manhã, fiquei próxima ao mar, recepcionando espectadores e dando informações. Estava um vento bem forte e bem friozinho. De tarde, troquei de posto e fiquei dentro da arena. Pelo o que eu soube, até então, ontem foi o dia recorde de público, com 9 mil pessoas (capacidade máxima de 12 mil na arena).
Antes de vir embora, consegui assistir o jogo do Brasil que deixou a galera bem aflita logo no início, quando o Alison machucou a perna. Ainda bem que ele conseguiu se recuperar e decidiu continuar, mas imagina só se ele não conseguisse?!? Seria bem triste pra dupla, uma vez que não tem substituição no vôlei de praia. Bem, apesar disso, eles conseguiram dar um show e venceram a Itália Itália de 2 sets a 0.
Dupla brasileira jogando contra a Itália

Voluntária nas olimpíadas - Dia 02

postado em , por midejesus

Ontem foi meu segundo dia como voluntária, e dessa vez trabalhei em um posto bastante privilegiado, onde consegui ver boas partes dos jogos da manhã 😁

Jogo das meninas brasileiras contra as russas
A arena estava bem cheia, e teve jogo com a dupla favorita do Brasil, a Talita e Larissa. Passei o dia bem animada, recebendo a galera. Conheci outros voluntários, inclusive um cuiabano!!!
Cuiabanos na arena!!!

Sobre os voluntários, conheci gente que veio de bem longe: do Pará, de Minas, dos EUA e da Estônia. Bonito ver que tem gente que vem de tão longe pra colaborar com o evento.
O dia foi bem ensolarado e quente, mas de tarde, teve um momento que ventou fortíssimo e eu parecia que ia voar.  No intervalo da primeira pra segunda sessão teve também uma galera da Beija-flor tocando um samba e umas passistas nas arquibancadas animando a galera - foi legal.
Até mais!

Eu voluntária nas Olímpiadas - 1 de 7

postado em , por midejesus

Olá!

Hoje foi meu primeiro dia de voluntariado no Rio 2016 e já tenho muitas histórias pra contar. Não tirei fotos na arena por motivos de: não deu tempo.

Sabe quando você passa um dia inteiro na praia e chega em casa com o corpo cansado e ardendo, ansiosa por um banho e querendo dormir também? Então, trabalhar um dia inteiro na praia não é muito diferente nesse aspecto.

Apesar do cansaço, que eu já sabia que ia ser assim, não tem jeito, eu voltei pra casa com uma sensação muito boa de alegria, por ter visto e conversado com tanta gente legal e ver a cidade tão linda, e realização pessoal, por ter auxiliado tantas pessoas.


 Copacabana estava lotada e maravilhosa, nunca vi tantos estrangeiros, e adoro ver estrangeiros, 😄 hehehe. Conversei muito em inglês hoje, e isso me deixou feliz, porque fazia tanto tempo que eu não conversava com estrangeiros falantes nativos de inglês que eu pensei que estaria um pouco enferrujada. Mas foi bem tranquilo, as conversas fluíam naturalmente, e também não foi preciso utilizar nenhum vocabulário complexo - apenas informações básicas, direções.

Sobre a experiência de ter conversado com várias pessoas diferentes, algumas foram bem gentis e legais, perguntaram se eu estava gostando do evento, quanto tempo trabalharia, se eu era carioca e tal. Dentre essas pessoas legais com que falei estão as crianças - cheguei a brincar com várias crianças que chegavam animadas e achavam a 'mãozinha' legal e achei isso ótimo, principalmente porque eu acho que não sei muito agradar criança, ainda mais essas que não são da minha família. Mas teve o lado também não tão legal da experiência: pessoas reclamando, pessoas querendo tratamento especial, pessoas mal educadas. É, tem de tudo nesse mundo.

Os reclamões em maioria eram brasileiros mesmo, reclamando da fila, reclamando das coisas que não podiam entrar no jogo - muita gente foi bem grossa nessa parte, achando que cabia a nós, voluntários, mudar as regras e ficavam inconformados quando dizíamos que não. Eu até entendo que certas pessoas precisavam levar mochilas e outras coisas para a arena, como mães com criança pequena, por exemplo. Mas a impressão que deu foi que metade dos espectadores levou uma mochila pra arena. Falta de informação? Acho que não foi não, tudo está bem explicado nos ingressos e nos 19873 e-mails que foram enviados na fase pré-olimpíadas. Fica difícil fazer a segurança de um evento desses se as pessoas não querem se adequar a nenhuma regra. Difícil mesmo.

Da parte dos estrangeiros, vi muita gente perguntando por filas especiais para alguns convidados muito importantes que eles estavam trazendo.

Um caso que me deu dó foi de um par de pessoas que falavam espanhol (não sei de onde eram) vieram pedir ajuda porque tinham comprado do ingresso fora da arena (de cambista, provavelmente) e os ingressos não estavam passando.

Me senti um pouquinho mal por não saber falar espanhol. E falando nisso também, pela manhã trabalhei com uma americana e um argentino que também falava inglês. O argentino só sabia cantar Garota de Ipanema e pedia pra todo mundo sambar com ele. rs 😆

Ah! O que vocês acharam da cerimônia de ontem??? Eu achei maravilhosa. Chorei de emoção, quem estava lá no maracanã deve ter se sentido fora desse mundo, de tão lindo que tava.

Até mais! Bjs olímpicos. rs ☀🇸🇧🥇

Visita à Arena de Vôlei de Praia

postado em , por midejesus

Ontem à noite recebi um e-mail convite para comparecer a um evento teste na Arena de Vôlei de Praia hoje. O evento foi para os voluntários de EVS e seus familiares, na entrada teve filas, revistas, conferência de ingresso e tudo o mais. Deu pra sentir o gostinho do que os espectadores terão nos dias dos jogos, foi legal.

Os arcos olímpicos e eu

Pra quem não sabe, hoje o prefeito decretou feriado municipal aqui no Rio por conta da passagem da Tocha Olímpica que estava causando grandes congestionamentos pela cidade. Eu estava com um medinho de ir lá pra Copacabana e pegar um trânsito terrível, mas acabou que consegui chegar em 1h, pegando 2 ônibus - achei rápido.
Lá na arena, tinham alguns atletas treinando, nada oficial, mas foi legal assistir. Aproveitei pra tirar algumas fotinhas. 😄
A arena, quase pronta

A arena é bem grande, tem capacidade pra 12 mil espectadores, e tem a altura de um prédio de sete andares - é enorme! Deu um trabalho enorme pra ser montada, e dá pena pensar que vai ser desmontada logo depois dos jogos, mas ficou muito bonita, e quem assistir dos bancos lá de cima, conseguirá ter uma visão bem legal de Copacabana.
A arena, vista de dentro. 
Vista da praia de copacabana

Falando sobre os jogos, no geral, eu acho que a cidade está muito bonita. Tudo o que foi planejado foi feito? Não foi, mas fico feliz de ver que conseguiram deixar várias coisas prontas rs, podia ser pior.
Estou ansiosa pra abertura amanhã: espero que seja uma coisa mais memorável do que foi a abertura da Copa, que foi um desastrezinho, né...
Sei que nosso país não está numa fase legal, sei que o dinheiro gasto e desviado dá uma revolta, mas acho que é nosso papel receber bem quem está visitando nossa casa. A alegria dos turistas é contagiante, e gostaria que minha família estivesse aqui pra apreciar esse espírito olímpico também.

Um abraço!