Olá!
Hoje foi meu primeiro dia de voluntariado no Rio 2016 e já tenho muitas histórias pra contar. Não tirei fotos na arena por motivos de: não deu tempo.
Sabe quando você passa um dia inteiro na praia e chega em casa com o corpo cansado e ardendo, ansiosa por um banho e querendo dormir também? Então, trabalhar um dia inteiro na praia não é muito diferente nesse aspecto.
Apesar do cansaço, que eu já sabia que ia ser assim, não tem jeito, eu voltei pra casa com uma sensação muito boa de alegria, por ter visto e conversado com tanta gente legal e ver a cidade tão linda, e realização pessoal, por ter auxiliado tantas pessoas.
Copacabana estava lotada e maravilhosa, nunca vi tantos estrangeiros, e adoro ver estrangeiros, 😄 hehehe. Conversei muito em inglês hoje, e isso me deixou feliz, porque fazia tanto tempo que eu não conversava com estrangeiros falantes nativos de inglês que eu pensei que estaria um pouco enferrujada. Mas foi bem tranquilo, as conversas fluíam naturalmente, e também não foi preciso utilizar nenhum vocabulário complexo - apenas informações básicas, direções.
Sobre a experiência de ter conversado com várias pessoas diferentes, algumas foram bem gentis e legais, perguntaram se eu estava gostando do evento, quanto tempo trabalharia, se eu era carioca e tal. Dentre essas pessoas legais com que falei estão as crianças - cheguei a brincar com várias crianças que chegavam animadas e achavam a 'mãozinha' legal e achei isso ótimo, principalmente porque eu acho que não sei muito agradar criança, ainda mais essas que não são da minha família. Mas teve o lado também não tão legal da experiência: pessoas reclamando, pessoas querendo tratamento especial, pessoas mal educadas. É, tem de tudo nesse mundo.
Os reclamões em maioria eram brasileiros mesmo, reclamando da fila, reclamando das coisas que não podiam entrar no jogo - muita gente foi bem grossa nessa parte, achando que cabia a nós, voluntários, mudar as regras e ficavam inconformados quando dizíamos que não. Eu até entendo que certas pessoas precisavam levar mochilas e outras coisas para a arena, como mães com criança pequena, por exemplo. Mas a impressão que deu foi que metade dos espectadores levou uma mochila pra arena. Falta de informação? Acho que não foi não, tudo está bem explicado nos ingressos e nos 19873 e-mails que foram enviados na fase pré-olimpíadas. Fica difícil fazer a segurança de um evento desses se as pessoas não querem se adequar a nenhuma regra. Difícil mesmo.
Da parte dos estrangeiros, vi muita gente perguntando por filas especiais para alguns convidados muito importantes que eles estavam trazendo.
Um caso que me deu dó foi de um par de pessoas que falavam espanhol (não sei de onde eram) vieram pedir ajuda porque tinham comprado do ingresso fora da arena (de cambista, provavelmente) e os ingressos não estavam passando.
Me senti um pouquinho mal por não saber falar espanhol. E falando nisso também, pela manhã trabalhei com uma americana e um argentino que também falava inglês. O argentino só sabia cantar Garota de Ipanema e pedia pra todo mundo sambar com ele. rs 😆
Ah! O que vocês acharam da cerimônia de ontem??? Eu achei maravilhosa. Chorei de emoção, quem estava lá no maracanã deve ter se sentido fora desse mundo, de tão lindo que tava.
Até mais! Bjs olímpicos. rs ☀🇸🇧🥇

Quanto orgulho sinto de você garota fazedora!Minha filha!Fico sim muito preocupada!Mas sempre te apoiei em realizações de seus objetivos! Te amooooooooooo muiiiiiiiiito! De sua mãe Lucinete Silva de Jesus
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