Eu sou uma fazedora - uma maker. Tenho muitos sonhos, e com eles tenho também uma inquietação pessoal que me impulsiona a fazer alguma coisa sobre eles, a trabalhar, colocar algo em movimento pra que o sonho aconteça. Penso que eu nasci para realizar muitas coisas e eu quero abraçar esse meu propósito. Não gosto de ficar parada, tanto é que saí lá de Cuiabá para procurar mais coisas pra fazer aqui no Rio de Janeiro. Na verdade, não só coisas (oportunidades), mas também para encontrar outras pessoas motivadas assim, que me inspirem a trabalhar e colaborem com a minha jornada.
É interessante que, ao escrever esse post, estou refletindo sobre minha vida e o que me trouxe até esse momento. Tudo o que a gente vivencia colabora um pouquinho pra moldar a nossa personalidade, de forma positiva ou negativa, consciente e inconscientemente. Sou quem eu sou hoje, por causa do plano de Deus na minha vida, e por tudo que o que vivi até aqui, sou grata.
A Michelly fazedora de hoje é fruto da influência de vários exemplos familiares de outros fazedores. A engenharia, carreira acadêmica que estou perseguindo, por exemplo, é uma das coisa que atribuo ao exemplo do meu avô, Anastácio, que sempre fez de tudo com muito esmero: de construção a conserto eletrodomésticos, marcenaria, soldagem e muitas outras coisas. Sempre fiquei observando ali do ladinho, perguntando o que era cada coisa, e eventualmente atrapalhando o trabalho dele também, hehe. Minha mãe também é uma fazedora, arteira, artesã de mão cheia, tem uma criatividade que eu admiro, e também já fez de tudo e mais um pouco - me ensinou ler o bê a bá, a bordar e crochetar. Minha vó Ely também me ensinou tricô, meu pai me ensinou a andar de bike, minha vó Paula me ensinou a mexer na máquina de costura dela, tia Beth me ensinou a fazer bolos. É, tive ótimos professores :)
Por esse histórico, dá pra ver que fui criada pra ser uma moça prendada, né? e até então eu gostei de ter aprendido todas essas coisas. Sei que a minha família fez o melhor que pôde, e que esse era um modelo bem padrão pra se educar uma menina. Mas, porém, todavia, entretanto, quando entrei no IFMT pra fazer o curso técnico de eletrônica comecei a ver as coisas de forma diferente. Descobri que eu queria aprender muitas outras coisas e que eu podia fazer muitas coisas diferentes, fora daquele conjunto que eu estava familiarizada. Descobri, por exemplo, que eu podia organizar eventos, programar, criar circuitos, desenvolver projetos, fazer robôzinhos, ser engenheira.
Tive a oportunidade de trabalhar com os amigos em projetos nossos e desfrutar da alegria de ver o projeto finalizado, sendo um sucesso. Eu me lembro desses momentos e sei que é isso o que quero como profissão: poder trabalhar junto com pessoas dedicadas e legais, e ver projetos tomando forma, saindo do papel. Sei que essa definição de profissão é bem ampla e pode se aplicar a uma centena de áreas - isso me anima, ao mesmo tempo que me assusta um pouquinho também, porque, já que todas essas possibilidades me encantam, me dá vontade de fazer tudo, mas fazer tudo não dá. Atualmente, eu tenho uma visão bem otimista de que trabalhar com o movimento maker é algo que pode me fazer bem feliz.
A fazedora que quero ser é essa que trabalha com novas tecnologias, que cria novas soluções e trabalha com gente animada. Soa bonito, né? Eu sei que é possível e estou buscando.
PS: Dei o título de garota fazedora a este blog numa tentativa de ser mais inclusiva, de americanizar menos as coisas, mas ainda não parece tão natural aos meus ouvidos me adjetivar como fazedora ao invés de maker. Então, eventualmente, eu utilizo o termo em maker pra minha comodidade e alegria.
PS2: Hoje a ideia era escrever sobre o movimento maker no Brasil, mas olha aí no que deu... hehe, fica pra outro dia.
PS3: Fiz a última prova do período hoje, então estou finalmente de férias. :)


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